Iniciativa promete revolucionar o tratamento de queimaduras e ampliar a produção de curativos biológicos.

A primeira fábrica do mundo dedicada à produção de curativos biológicos utilizando pele de tilápia será instalada em Jaguaribara, no Ceará, com um investimento de R$ 52 milhões. As operações estão previstas para iniciar em 2028.
O projeto, que surgiu na Universidade Federal do Ceará (UFC), busca ampliar a produção de curativos para tratamento de queimaduras. Atualmente, a equipe da UFC consegue processar até 600 peles por mês, mas a nova unidade tem como meta aumentar essa capacidade para 4,3 mil curativos diários no primeiro ano e até 12 mil pelos dias em uma fase posterior.
✨ Além de aproveitar um resíduo da cadeia produtiva da piscicultura, a pele de tilápia pode reduzir custos hospitalares e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A construção da fábrica deve começar em outubro deste ano, com um prazo estimado de um ano e meio para conclusão das obras, instalação de equipamentos e validação de lotes-piloto. O Consórcio Biotec, que venceu o processo de licitação, será responsável por conduzir os ensaios clínicos necessários para as liberações junto à Anvisa e ao MAPA.
O Brasil conta com cerca de 1 milhão de novos casos de queimaduras anualmente. Desses, cerca de 200 mil requerem atendimento médico mais intenso, sendo 70 mil atendidos na rede pública.
Desenvolvido desde 2015, o tratamento com pele de tilápia se mostra inovador e economicamente vantajoso, com custo até 52% menor que métodos tradicionais. Esse curativo não só proporciona uma significativa redução na dor e risco de infecções, como também facilita o transporte e armazenamento devido à sua liofilização.
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Jornalista especializado em Saúde

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