O país deverá aumentar importações no novo ciclo, com previsão de 8,5 a 9 milhões de toneladas.

O Brasil viu uma queda de 20,7% nas importações de trigo em agosto, totalizando 515,6 mil toneladas, contra as 650,5 mil toneladas de julho. Esse recuo é atribuído ao avanço da colheita nacional, mas o volume de importações é 4,8% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.
De acordo com Lucilio Alves, pesquisador do Cepea, o Brasil está em fase de colheita com áreas em estados produtores como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Apesar da redução das importações, a oferta interna de trigo de qualidade continua escassa, resultando na necessidade de maiores compras externas.
✨ O Brasil deverá importar entre 8,5 milhões e 9 milhões de toneladas de trigo na próxima temporada, um aumento expressivo em relação ao ano anterior.
É importante destacar que a área plantada de trigo na safra atual foi significativamente reduzida devido a preços baixos e preocupações com perdas climáticas. A qualidade da safra é uma preocupação, especialmente no Cerrado, onde o calor e a estiagem impactaram negativamente a produção.
O clima adverso, como no caso do El Niño, tem potencial para agravar situações anteriores, onde a qualidade da safra no Rio Grande do Sul foi severamente afetada, resultando em produção abaixo do esperado.
Portanto, a expectativa é que a safra nacional não ultrapasse 6 milhões de toneladas, aumentando assim a dependência do Brasil por trigos importados.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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