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Agronegócio
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Inadimplência entre produtores rurais atinge 8,8% em 2026

Crescimento da dívida rural marca o maior índice da série histórica

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 09:10
Inadimplência entre produtores rurais atinge 8,8% em 2026

O crescimento da inadimplência entre os agricultores brasileiros foi alarmante no início de 2026, alcançando 8,8% da população rural, o índice mais elevado desde que as medições começaram. De acordo com a Serasa Experian, essa alta representa um aumento de 1,2 ponto percentual em comparação com 2025 e um avanço de 0,6 ponto em relação ao quarto trimestre do ano passado.

Análise da População Endividada

Este dado refere-se a indivíduos da área rural que possuem dívidas vencidas há mais de 180 dias com empresas do setor agropecuário. Ao longo de 2025, as taxas de inadimplência demonstraram uma tendência de crescimento constante, passando de 7,9% no segundo trimestre para 8% no terceiro.

Entre os distintos perfis, aqueles sem registro rural foram os que enfrentaram a maior taxa de inadimplência, alcançando 11%. Os grandes proprietários apresentaram 9,9%, enquanto os médios e pequenos produtores registraram 8,6% e 8,3%, respectivamente.

A faixa etária de 30 a 39 anos foi a mais afetada, com 13,6% de inadimplência.

Os dados também mostram que a inadimplência foi alarmante entre jovens de 18 a 29 anos, com uma taxa de 12,4%. Já produtores de 40 a 49 anos apresentaram 11,3%, enquanto os índices caem progressivamente para 3,8% entre pessoas com 80 anos ou mais.

Diferenças Regionais

Em termos regionais, a região Norte liderou com a taxa de 13,2% de inadimplência, seguida pelo Nordeste com 10,2%, e o Centro-Oeste com 10,1%. O Sul, por outro lado, registrou a menor taxa, de 6,2%, enquanto o Sudeste ficou em 7,3%.

Nos estados, o Amapá destacou-se com 21,2%, o maior índice nacional, enquanto o Rio Grande do Sul teve a menor taxa, com 5,8%.

Impacto no Agro Score

A deterioração na situação financeira dos produtores se refletiu também no Agro Score, que caiu de 606 pontos no primeiro trimestre de 2025 para 591 pontos em 2026, indicando um aumento na percepção de risco para a concessão de crédito.

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