Estimativas do Itaú BBA indicam necessidade de expansão significativa na área plantada até 2030.

Estimativas do Itaú BBA indicam que, para atender a demanda energética das usinas de etanol de milho em Mato Grosso, será necessário um investimento entre R$ 7,6 bilhões e R$ 14,3 bilhões nos próximos anos.
A projeção considera que a indústria do biocombustível deverá utilizar exclusivamente o eucalipto como biomassa em suas caldeiras. Com uma expectativa de produção de 12 bilhões de litros de etanol até 2030, a área demandada para cultivo é significativa.
✨ Para suprir a produção necessária, seriam 82 mil hectares de floresta de eucalipto a cada ano, demandando até 572 mil hectares até 2028.
Atualmente, o estado conta com apenas 165 mil hectares plantados. Os investimentos para cobrir essa lacuna poderiam alcançar R$ 14,3 bilhões, considerando um custo médio de R$ 35 mil por hectare durante 13 anos.
Os cenários para os custos de investimento variam conforme a eficiência das instalações de cogeração. Em um cenário mais otimista, os custos Caiem para R$ 7,6 bilhões.
A necessidade de cultivo de eucalipto é ampliada pela proibição do uso de madeira de vegetação nativa para agroindústrias até 2035, conforme acordo firmado com o Ministério Público.
César Castro Alves, do Itaú BBA, afirma que a expansão do eucalipto está condicionada ao fim da supressão de vegetação nativa, o que afetaria diretamente a oferta e os custos de energia utilizada na produção de etanol de milho.
A análise também indica que a rentabilidade do investimento em eucalipto pode ser atraente para os produtores, dependendo do preço da madeira e da proximidade com as usinas de etanol.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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