Iniciativa visa criar defensivos agrícolas com foco em nanotecnologia e sustentabilidade

A Krilltech, uma agtech brasileira, obteve aprovação para captar cerca de R$ 22,5 milhões em recursos provenientes da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) para desenvolver uma linha inovadora de defensivos agrícolas baseados em nanotecnologia. O projeto conta com a construção de uma planta piloto destinada à produção experimental de nanoherbicidas, nanofungicidas e nanoinseticidas.
Com foco na ampliação da eficiência dos produtos e na diminuição dos impactos ambientais, essa iniciativa marca a entrada da Krilltech no competitivo mercado de defensivos agrícolas no Brasil, que movimenta quase R$ 100 bilhões anualmente e é majoritariamente dominado por grandes multinacionais.
✨ "As nanopartículas podem melhorar a eficiência fisiológica das plantas. Agora, levamos esse conhecimento para a proteção de cultivos," afirma Everton Molina, diretor de Marketing da Krilltech.
A parceria com instituições como a UnB (Universidade de Brasília), a UFV (Universidade Federal de Viçosa) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) será fundamental para o desenvolvimento do projeto que terá uma duração estimada de 36 meses. Embora a localização exata da planta ainda esteja em definição, a expectativa é que a instalação ocorra na região Centro-Oeste do Brasil.
Entre os componentes que serão investigados está o glifosato, um herbicida amplamente utilizado na agricultura brasileira. O objetivo da empresa é melhorar o desempenho de moléculas já conhecidas, assegurando uma proteção mais eficaz das lavouras e um menor impacto no meio ambiente.
A pesquisa também incluirá a avaliação dos efeitos dos produtos sobre a microbiota benéfica do solo, dada a importância desses microrganismos na solubilização de nutrientes e no controle de pragas e doenças que afetam as plantas.
Marcelo Rodrigues, CEO da Krilltech e professor da UnB, destaca: "Queremos desenvolver defensivos com melhor desempenho e mais compatíveis com os processos biológicos que sustentam a produtividade agrícola. Isso é fruto de mais de uma década dedicada à pesquisa."
A nova unidade tem a função de transferir tecnologias desenvolvidas em laboratório para a escala industrial, permitindo a fabricação experimental dos novos produtos, a realização de testes e o aperfeiçoamento das formulações, culminando na validação necessária para uma futura produção em larga escala.
Todos os avanços tecnológicos empregados no projeto são resultado de mais de dez anos de pesquisa e estão protegidos por patentes, com os recursos também sendo direcionados à criação da capacidade produtiva e à validação dos processos tecnológicos para a industrialização.
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