Praga afeta a base das plântulas e pode causar perdas significativas na produção.

A lagarta-elasmo, também conhecida pelo nome científico Elasmopalpus lignosellus, é uma praga do arroz que demanda atenção especial entre a emergência das plantas e o início do perfilhamento. Essa praga se desenvolve em condições quentes e secas, principalmente em solos leves e com baixa umidade superficial, levando à morte de plântulas, falhas no estande e redução da produtividade.
As lagartas, que são a fase larval de uma pequena mariposa da família Pyralidae, vivem no solo e atacam a base das plantas jovens, formando galerias no colo, o que pode levar ao murchamento e até à morte das plântulas. O perigo é maior em áreas subtropicais com climas quentes e períodos secos, comum no Sul do Brasil entre setembro e abril.
✨ As temperaturas elevadas no solo, especialmente acima de 25 °C, e a falta de umidade aumentam a suscetibilidade a esta praga.
O manejo da lagarta-elasmo deve ser predominantemente preventivo. O histórico de ataques na área é crucial para planejar as ações. Em áreas com registros anteriores de infestação, especialmente aquelas com solos arenosos e estiagens durante a semeadura, a adoção de práticas preventivas mais rigorosas se torna necessária. O monitoramento deve ser constante desde a emergência das plantas até o início do perfilhamento, permitindo identificar rapidamente os primeiros sinais de infestação e adotar medidas de controle se necessário.
Além disso, é importante considerar o manejo da palha e das águas, adaptando práticas de irrigação e evitando a exposição prolongada do solo em condições adversas. A integração de práticas culturais, controle químico, e a rotação de culturas podem ser parte efetiva do processo de manejo, contribuindo para reduzir a população da praga. É essencial seguir as recomendações técnicas ao usar qualquer produto químico, garantindo a segurança do cultivo e do meio ambiente.
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