Apesar da queda no custo alimentar, resultados permanecem negativos para pecuaristas da região.

A lucratividade do confinamento de gado bovino no Centro-Oeste apresentou uma queda de 13,63% em agosto, alcançando R$ 983,18 por cabeça. Isso ocorreu mesmo com a redução de 9,38% no custo com alimentação, que agora está em R$ 11,89 por animal ao dia.
Embora o Índice de Custo Alimentar Ponta (Icap) tenha registrado o segundo menor valor da série histórica, o aumento do tempo de cocho para 107 dias e a redução na produção por animal, que passou de 8,08 para 7,81 arrobas, acabaram pressionando os resultados.
✨ O custo da arroba produzida subiu 11,07%, elevando-se para R$ 200,61.
O Icap é calculado com base em dados reais coletados pela Tecnologia de Gestão de Confinamento (TGC), que abrange cerca de 57% das cabeças confinadas no Brasil. Em agosto, a diferença entre as regiões caiu para R$ 0,35 por cabeça, mostrando que o Sudeste ainda apresenta menor índice de custo, mas essa margem é a menor desde março.
No Centro-Oeste, a principal queda no custo foi na dieta de terminação, que recuou 8,45% para R$ 1.022,62 por tonelada de matéria seca. No Sudeste, apesar de um custo de R$ 1.046,27, essa dieta ficou mais cara.
Enquanto na região Sudeste ocorreu um aumento de 1,59% na lucratividade, alcançando R$ 1.163,88 por cabeça, isso resultou em uma diferença de R$ 180,70 por cabeça entre as duas regiões, a qual é a maior do ano.
No mercado do boi China, a lucratividade no Sudeste foi de R$ 1.235,16, comparada a R$ 1.026,13 no Centro-Oeste.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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