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Agronegócio
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Mandioca no Rio Grande do Sul avança em colheita e expectativa de produção

Diversas regiões do estado relatam progresso nas operações de colheita

João Pereira14 de abril de 2026 às 19:11
Mandioca no Rio Grande do Sul avança em colheita e expectativa de produção

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a cultura da mandioca, também conhecida como aipim, está registrando progresso em diversos estágios de cultivo no Rio Grande do Sul. Algumas regiões já iniciaram a colheita, enquanto outras intensificam as atividades.

Desenvolvimento nas Regiões

Na área administrativa de Bagé, a colheita começou em Uruguaiana, onde os produtores aproveitaram o recente evento da Feira do Peixe para vender as primeiras raízes. Atualmente, as raízes apresentam diâmetro pequeno, mas a expectativa é que a qualidade e a quantidade melhorem nas semanas seguintes, com a redução das temperaturas.

Na região de Lajeado, em Cruzeiro do Sul, a colheita passa por um estágio avançado, porém, há um atraso em comparação ao ciclo anterior. Essa situação é atribuída à escassez de ramas para o plantio. As lavouras estão se desenvolvendo bem, com produtividade média de 15 toneladas por hectare. Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 25,00 e R$ 30,00 por caixa de 22 quilos, devendo recuar nos próximos dias.

Na região de Santa Rosa, as lavouras estão em desenvolvimento e a colheita de raízes novas já começou em algumas propriedades.

Entretanto, danos causados por mosca-branca foram relatados, impactando o crescimento das plantas e exigindo monitoramento rigoroso. Os efeitos na produtividade dependem da gravidade da infestação, do estágio da cultura e das práticas de manejo utilizadas. É importante ressaltar que em áreas onde a colheita é antecipada, os danos são geralmente menores, ao passo que nas lavouras que aguardam a colheita tardia, o controle é crucial para evitar prejuízos.

O preço médio recebido pelos produtores é de R$ 6,00 por quilo para mandioca in natura e R$ 10,00 por quilo quando se trata de produto industrializado. Na região de Erechim, a colheita começou com raízes saudáveis, sem registros de pragas ou doenças. Por outro lado, em Santa Maria, a maioria das áreas está em crescimento, maturação e colheita dos tubérculos, embora alguns relatos de antracnose tenham surgido em determinadas propriedades, com parte da produção sendo comercializada em feiras locais.

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