Chuvas afetam a safra de verão e aumentam a cautela entre compradores

Os preços do milho permanecem sob pressão, com um cenário de negociações lentas devido às chuvas que atrasam o avanço da safra de verão. De acordo com a TF Agroeconômica, a oferta nacional está acima da demanda, o que resulta em cautela entre os compradores e em uma flexibilidade nas expectativas de venda por parte dos agricultores.
No estado do Rio Grande do Sul, os preços indicados variam de R$ 60 a R$ 70 por saca. A média estadual, conforme dados da Emater, caiu 0,37%, alcançando R$ 62,44, enquanto a Bolsa de Cereais de Cruz Alta aponta um valor de R$ 75. A preocupação com a capacidade de armazenamento para a nova safra também está influenciando as decisões dos vendedores.
A Conab informa que o plantio no Rio Grande do Sul atingiu 80% da área projetada, com expectativas de produção de 6,63 milhões de toneladas, um aumento de 10,2%. Contudo, a umidade excessiva e a baixa luminosidade estão dificultando a colheita, aumentando a incidência de doenças nas lavouras. Além disso, eventos de granizo e ventos fortes têm causado danos em alguns campos no Noroeste, levando à necessidade de possíveis ressemeaduras.
✨ Em Santa Catarina, os preços pedidos pelos vendedores estão próximos de R$ 60 por saca, enquanto as ofertas de compra chegam perto de R$ 55, criando um impasse que limita as transações. O progresso da semeadura já alcançou 86%, um índice acima da média histórica de 79%.
No Paraná, o plantio de milho está em 90% e os preços têm recuado nas principais praças. Em Cascavel, o preço caiu 1,74%, para R$ 56,03 por saca, enquanto Umuarama viu uma redução de 1,45%, com preço atual de R$ 55,47. Por outro lado, Londrina apresentou uma exceção com leve alta de 0,33%, atingindo R$ 63,61. Temporais recentes trouxeram desfolhamento em algumas áreas, o que pode impactar a produção.
Em Mato Grosso do Sul, os preços estão variando entre R$ 52 e R$ 54 por saca. Embora a indústria de bioenergia esteja absorvendo parte da oferta, os demais compradores estão mais focados na reposição de estoques, enquanto muitos produtores estão limitando o fornecimento de novos lotes.
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