Contratos futuros avançam enquanto negociações físicas permanecem limitadas

O mercado de milho registrou um leve crescimento nos contratos futuros nesta quarta-feira, apesar das vendas limitadas no mercado físico. A TF Agroeconômica aponta que a contínua queda do dólar é um dos fatores que dificulta os negócios, mesmo com os contratos de novembro da B3 se aproximando do preço de R$ 80,00 por saca.
Os contratos futuros tiveram variações: setembro/26 encerrou a R$ 72,61, com um aumento de R$ 0,43; novembro/26 fechou a R$ 78,66, com alta de R$ 0,23; e janeiro/27 terminou cotado a R$ 81,93, registrando um ganho de R$ 0,14.
No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 58,00 e R$ 65,00 por saca, com uma oferta limitada e produtores mais seletivos. O preço médio no estado, segundo a Emater, subiu 1,53% na última semana, atingindo R$ 60,23.
Santa Catarina, por sua vez, apresenta referências em torno de R$ 60,00, em contraste com uma demanda de cerca de R$ 55,00. O estado enfrenta um déficit de aproximadamente 6 milhões de toneladas, o que leva a necessidade de compras de milho de outras regiões e do Paraguai.
Em Paraná, as transações são esporádicas, com uma oferta alta, mas com os produtores menos inclinados a negociar. O preço médio por saca alcançou R$ 56,79 na última semana, resultando em um aumento de 7,8% em relação a julho e de 11% comparado a agosto de 2025.
No Mato Grosso do Sul, os preços ficam entre R$ 54,00 e R$ 57,00, incentivados pela demanda da indústria de bioenergia. Em geral, todos os mercados regionais apresentam compradores cautelosos, com as compras focadas em reposição e vendedores firmes.
✨ As exportações se mostram essenciais para a absorção da oferta, apesar de Santa Catarina ainda registrar embarques abaixo do volume do ano passado.
O setor de milho enfrenta desafios com a variação do dólar e a oferta regional, influenciando o mercado em várias regiões.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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