Demanda aquecida reduz quedas nos preços da oleaginosa

O mercado de soja no Brasil vive um início de mês promissor, caracterizado por um fluxo significativo de transações. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destacam que a forte demanda da indústria local e o ritmo acelerado das exportações ajudaram a estabilizar os preços, que não caíram como esperado.
Apesar de ter havido safras recordes no Brasil, a expectativa global de demanda permanece alta, auxiliada pela colheita avançada na Argentina e pela semeadura nos Estados Unidos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que as exportações brasileiras de soja alcançaram 14,82 milhões de toneladas em maio. Embora tenha havido uma diminuição em relação abril, esse volume representa um crescimento de 5,1% em comparação com maio de 2025.
Entre janeiro e maio de 2026, os embarques de soja também bateram recordes para o período. Em termos de produção, os agricultores brasileiros estão se preparando para um vazio sanitário, uma estratégia fitossanitária para o controle da ferrugem asiática. Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura (USDA) informou que até o fim de maio, 87% da área prevista para a safra 2026/27 já havia sido semeada, superando a média de 80% dos últimos cinco anos.
✨ A colheita de soja na Argentina atingiu 91,7% da área cultivada, com uma produção estimada em 50,1 milhões de toneladas.
"A forte demanda externa está ajudando a evitar quedas mais acentuadas nos preços da soja
O vazio sanitário é uma prática utilizada na agricultura para controlar pragas e doenças. É um período em que não se deve cultivar a soja para prevenir os efeitos da ferrugem asiática.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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