Excesso de umidade impacta o plantio e gera incertezas no setor agrícola.

O mercado de milho enfrenta pressão em função de uma elevada oferta e de uma certa cautela entre os compradores, enquanto o excesso de umidade está interferindo no avanço do plantio em diversas regiões do país.
De acordo com a TF Agroeconômica, as negociações estão limitadas em vários estados, apresentando recuos nas cotações e dificuldades para aumentar a comercialização. No Rio Grande do Sul, por exemplo, os preços variam entre R$ 60 e R$ 70 por saca, com a média do estado recuando 0,37% para R$ 62,44, conforme informações da Emater.
✨ Cruz Alta registra preços de R$ 75 por saca, com a Conab informando que o plantio da safra 2026/27 já alcançou 80% da área prevista, apesar dos desafios impostos pela chuva abundante e baixa luminosidade.
Em Santa Catarina, as indicações de venda estão perto de R$ 60 por saca, enquanto os compradores oferecem cerca de R$ 55, restringindo as transações. A semeadura no estado já atinge 86% da área, embora o excesso de umidade tenha prejudicado as operações em solos mais úmidos.
No Paraná, a pressão sobre os preços também influencia a comercialização, com cotações caindo no Oeste a 1,90%, para R$ 53,12 por saca. Em Cascavel, os valores diminuíram 1,74%, chegando a R$ 56,03, enquanto Londrina teve uma leve alta de 0,33%, para R$ 63,61.
A semeadura já atinge 90%, mas eventos de granizo e vendavais resultaram em danos em algumas lavouras, que exigem alerta contra pragas. Em Mato Grosso do Sul, os preços ficam entre R$ 52 e R$ 54 por saca.
A indústria de bioenergia ainda está absorvendo parte da produção, enquanto outros compradores se concentram apenas na reposição dos estoques. O excedente nacional que supera a demanda, segundo a análise do Cepea, somado a um ritmo de exportações mais lento, continuam a pressionar o mercado, restringindo as chances de recuperação dos preços.
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