O país pode unir sua capacidade agrícola e de energia renovável para liderar mudanças globais.

A transição energética no Brasil abrange não só questões climáticas, mas também a segurança do abastecimento, a competitividade e a geopolítica. O país apresenta uma oportunidade única para combinar sua capacidade de produzir alimentos e energia renovável, almejando um papel de destaque no cenário internacional.
Gonçalo Pereira, líder do laboratório de genômica e bioenergia da Unicamp, ressalta que o Brasil é uma das principais referências mundiais nesse contexto, afirmando que o país está bem posicionado para liderar a transição energética, maximizando sua vasta capacidade de produção.
✨ O Brasil já foi um grande produtor de alimentos e energia na década de 70 com o Proálcool, e atualmente alimenta cerca de 1 bilhão de pessoas utilizando apenas 0,5% de seu território para a produção de cana-de-açúcar, que gera bilhões de litros de etanol.
Entretanto, o Brasil enfrenta o desafio da insegurança alimentar que afeta 20 milhões de pessoas. A bioenergia se apresenta como uma alternativa viável para criar empregos e fomentar a prosperidade social e ambiental. O etanol de milho pode também ser utilizado como ração animal, otimizando ainda mais a produção.
A nação tem a oportunidade de se tornar o primeiro país carbono negativo, contribuindo para a melhoria da atmosfera global. A sustentabilidade, vista não apenas como um critério ambiental, é encarada também como uma oportunidade econômica.
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