Mercados agrícolas apresentam movimentos mistos nesta quinta-feira
Clima e logística impactam preços do trigo e soja

Os mercados agrícolas iniciam esta quinta-feira com uma dinâmica mista, afetados por diversas variáveis como oferta, clima, logística e demanda externa. A TF Agroeconômica relata que o trigo abriu em alta pela segunda vez consecutiva, impulsionado por dificuldades no escoamento das exportações pelo Mar Negro e pela menor disponibilidade do cereal nos Estados Unidos.
No Brasil, os preços do trigo continuam em leve valorização, com cotações subindo 0,28% no Paraná e 0,05% no Rio Grande do Sul na quarta-feira. A soja, por sua vez, está atenta às condições climáticas nos Estados Unidos e às compras por parte da China. Recentemente, a China adquiriu um carregamento de soja brasileira para entrega em setembro, enquanto a Sinograin voltou a manifestar interesse pela soja dos EUA para os meses de novembro e dezembro.
✨ As vendas de soja na última sessão mostraram lentidão, com apenas 150 mil toneladas comercializadas.
No mercado internacional, outros compradores estão à procura de farelo, soja e óleo de palma. O relatório semanal do USDA deve revelar vendas de cerca de 150 mil toneladas da safra antiga e aproximadamente um milhão da nova. As previsões climáticas indicam chuvas e temperaturas elevadas no leste e centro dos Estados Unidos.
No Brasil, as vendas continuam a ser fracas, com um total de 500 mil toneladas negociadas na última semana. Na China, 334 mil toneladas de soja foram vendidas de reservas estatais, e a moagem semanal foi calculada em 2,33 milhões de toneladas, elevando os estoques portuários para 7,5 milhões.
O milho, por outro lado, opera em alta nesta manhã, recuperando-se das quedas registradas nos últimos dois dias. No Brasil, os preços caíram 0,48% em um único dia e acumulam uma baixa de 0,60% no mês. Em Paranaguá, apenas compradores estavam ativos.
Contexto
O mercado de milho encontra suporte nas expectativas de menor produção na União Europeia e nas incertezas relacionadas aos embarques da Ucrânia pelo Mar Negro.
Por fim, o dólar futuro estava sendo cotado a R$ 5,1555, apresentando uma queda de 0,31%. O preço do petróleo Brent subiu 1,29%, indo para US$ 80,37 por barril, enquanto o índice do dólar avançava 0,06%.
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