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Agronegócio
2 min de leitura

Mercados agrícolas enfrentam volatilidade e expectativa de demanda

Análise sobre grãos revela influências geopolíticas e meteorológicas

Gabriel Rodrigues05 de agosto de 2026 às 09:10
Mercados agrícolas enfrentam volatilidade e expectativa de demanda

Os mercados de grãos iniciaram a quarta-feira, 5, com influências de volatilidade, questões geopolíticas e previsões sobre clima e demanda. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo apresentou leve alta, enquanto soja e milho sofreram quedas significativas.

Os preços do trigo foram impulsionados por tomadas de lucro por parte dos fundos e fundamentos positivos. A situação no Mar Negro continua complexa, com bloqueios e conflitos que limitam as exportações da Rússia e Ucrânia. Embora o mercado tenha corrigido parte do prêmio de risco desde o final de julho, desafios logísticos permanecem.

Exportações do Mar Negro

A previsão é que Rússia e Ucrânia exportem 21,1 milhões de toneladas entre julho e novembro, comparado a 32,9 milhões estimados anteriormente pelo USDA. Outros países exportadores devem acrescentar de 4 a 6 milhões de toneladas até novembro.

O leilão de trigo mole da Argélia será monitorado como indicador de competitividade. No mercado brasileiro, o trigo subiu 0,49% no Paraná, enquanto caiu 0,09% no Rio Grande do Sul, segundo o Cepea.

A soja enfrentou forte queda, refletindo as pressões do petróleo devido a um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. Os prêmios de exportação no Brasil diminuíram em dois centavos, com o mercado físico mais tranquilo e as compras da China se direcionando para os EUA.

Nos Estados Unidos, o esmagamento de soja atingiu um recorde em junho, totalizando 218 milhões de bushels (5,93 milhões de toneladas), enquanto os estoques de óleo ficaram em 2,097 bilhões de libras. O milho também apresentou queda significativa em Chicago, mesmo com a deterioração das lavouras, pois previsões de chuvas favoráveis no Cinturão do Milho pressionam os preços.

O dólar futuro subiu 0,96%, atingindo R$ 5,1715, enquanto o petróleo Brent avançou 2,47%, a US$ 80,60.

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