Contaminação invisível exige cuidado redobrado no manejo nutricional

Os pecuaristas enfrentam um desafio crescente com as micotoxinas, substâncias tóxicas produzidas por fungos que podem comprometer a saúde do rebanho e a segurança alimentar.
Uma pesquisa realizada pela dsm-firmenich revelou que 83% das amostras de grãos e rações coletadas globalmente no ano passado estavam contaminadas. No Brasil, 87% das amostras continham fumonisina, especialmente em milho e derivados.
✨ A contaminação por micotoxinas é frequentemente invisível, mas suas consequências podem ser devastadoras.
Segundo Augusto Heck, médico-veterinário da dsm-firmenich, a presença de micotoxinas revela um desafio constante no manejo alimentar. "É uma questão de muito mais de quanto tem do que se tem, pois as micotoxinas são inerentes ao processo de produção de grãos", destaca.
Outro alerta importante é a cocontaminação, que ocorre quando uma única amostra contém múltiplas micotoxinas, aumentando os efeitos adversos no gado. Esse fenômeno pode levar a perdas produtivas que passam despercebidas, uma vez que muitos produtores não percebem os problemas silenciosos associados.
✨ Perdas silenciosas afetam o ganho de peso, produção de leite e a reprodução dos animais.
Essas perdas contínuas podem comprometer o potencial máximo do gado, influenciando indicadores-chave de sua produtividade.
A maior parte da contaminação acontece nas lavouras, com cerca de 90% a 95% das micotoxinas originando-se do campo. As condições climáticas, incluindo temperatura e umidade, bem como a presença de fungos são determinantes para a formação dessas substâncias.
"A formação de micotoxinas está atrelada a condições ambientais e grãos danificados, favorecendo a ação dos fungos
Avaliar o impacto econômico das micotoxinas é complicado devido à natureza multivariável da questão. Fatores como tipo de micotoxina, duração da exposição e condições de manejo influenciam diretamente os prejuízos econômicos enfrentados pelos produtores.
✨ Implementar uma nutrição de precisão pode ser a solução para mitigar esses riscos.
Em um cenário onde a contaminação é recorrente, estratégias de nutrição de precisão se destacam como uma ferramenta vital para os pecuaristas. Monitorar a qualidade dos insumos e utilizar tecnologias adaptadas às necessidades da propriedade são passos essenciais para minimizar os impactos das micotoxinas.
De acordo com Heck, ações devem ser aplicadas em todas as etapas da produção, desde a pré-colheita até a nutrição dos animais, visando um controle dos efeitos das micotoxinas.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Zootecnista destaca a importância da ureia e do capiaçu na dieta da terminação intensiva

Avaliação do Ministério da Agricultura reflete queda nos preços das commodities

Novo equipamento promete agilidade nas análises de produtos vegetais

Produção de coprodutos de etanol de milho crescerá rapidamente.