Habilitação de frigoríficos brasileiros para exportação anima André de Paula em meio a desafios na Europa.

Auditorias realizadas neste mês por dois dos principais parceiros comerciais do agronegócio brasileiro resultaram em notícias animadoras para o setor. O ministro da Agricultura, André de Paula, destacou que a China habilitou quatro frigoríficos para exportação de carnes bovina e de frango, além de permitir a abertura do mercado para miúdos suínos.
Técnicos da União Europeia também aprovaram as garantias de controle de antimicrobianos nas cadeias de aves e mel, sinalizando um possível desbloqueio das vendas desses produtos ao bloco em breve. Em entrevista, André de Paula afirmou que as tratativas com Bruxelas continuam para reabrir o mercado de produtos de origem animal, embora tenha reconhecido que a situação da carne bovina continua complicada, com a expectativa de um retorno às vendas que pode levar até dois anos.
✨ A expectativa é que a Austrália aprove novas habilitações de frigoríficos em 2026, oferecendo novas oportunidades para o Brasil.
Enquanto aguardam evolução nas conversas com a UE, as autoridades brasileiras não descartam a possibilidade de banir antimicrobianos no país, uma demanda da indústria frigorífica. O ministro enfatizou que qualquer decisão será tomada em conjunto com todos os envolvidos. Em relação à carne bovina, ele disse que o Reino Unido enviará uma missão para verificar o sistema sanitário brasileiro em outubro, com a esperança de que as observações possam reforçar os argumentos do Brasil.
Além disso, o ministro expressou otimismo em relação à China, prevendo que o país asiático ainda em 2026 pode habilitar novas plantas para as importações de miúdos bovinos. A Administração-Geral de Alfândegas chinesa declarou que o Brasil já preencheu 100% da cota de carne bovina para 2026. O Brasil, por sua vez, possui um acordo com o Uruguai para que os frigoríficos brasileiros ocupem parte das cotas não preenchidas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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