Mercado físico registra cotações em alta, impulsionadas pela escassez de oferta.

O mercado físico do boi gordo está registrando negociações acima das referências médias, em um cenário onde as escalas de abate estão diminuindo nas principais regiões do Brasil.
Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, afirma que a tendência para o curto prazo é de novos reajustes, com destaque para os frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam dificuldades para adquirir boiadas.
✨ As indústrias maiores mantêm uma posição mais confortável, beneficiadas pela oferta de animais oriundos de contratos de parceria e de confinamentos próprios que atendem às necessidades imediatas.
Apesar da recente valorização da arroba, os contratos futuros continuam sendo negociados com um prêmio significativo sobre o mercado físico, criando oportunidades para operações de hedge e proteção de margens.
São Paulo: R$ 357,18 — ontem: R$ 356,33 Goiás: R$ 346,25 — ontem: R$ 345,36 Minas Gerais: R$ 342,35 — ontem: R$ 341,76 Mato Grosso do Sul: R$ 351,48 — ontem: R$ 349,05 Mato Grosso: R$ 333,65 — ontem: R$ 333,30
O mercado atacadista de carne bovina operou com preços estáveis nesta quarta-feira, sem espaço para novos reajustes a curto prazo. Iglesias observa que a semana não possui estímulos consideráveis ao consumo e a competitividade da carne de frango contém o potencial de valorização dos cortes bovinos.
Quarto dianteiro: R$ 20,50 por quilo Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo
O dólar comercial finalizou a sessão com uma queda de 0,76%, cotado a R$ 5,0894 para venda e R$ 5,0874 para compra, variando entre R$ 5,0706 e R$ 5,1276 ao longo do dia.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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