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Agronegócio
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Outono traz risco de seca para lavouras no Brasil Central

Queda nas chuvas pode impactar culturas de segunda safra, alerta INMET

Carlos Silva15 de abril de 2026 às 16:45
Outono traz risco de seca para lavouras no Brasil Central

O início do outono acende um sinal de alerta para a diminuição das chuvas nas regiões centrais do Brasil, o que pode afetar diretamente as plantações de segunda safra.

Conforme as informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a transição no padrão das precipitações é uma preocupação para as colheitas de algodão, feijão e milho, especialmente após os atrasos na semeadura observados em estados como Goiás e Minas Gerais.

Atualmente, as lavouras encontram-se em fases críticas, entre vegetativa e reprodutiva, onde requerem maior atenção hídrica. Até agora, as plantações se beneficiaram de chuvas regulares e temperaturas estáveis, mas a previsão indica uma queda acentuada nas chuvas a partir da segunda quinzena de abril.

Mudanças no clima sinalizam uma transição para a seca, com precipitações muito abaixo da média.

Especificamente em Goiás, os maiores acumulados de chuva devem ocorrer nas regiões leste e norte, entre 30 e 70 mm, ao passo que no sul do estado as quantidades devem ser mais escassas, com valores entre 7 e 20 mm, abaixo do esperado para o período.

Em Minas Gerais, a situação é semelhante, com a previsão de redução das chuvas na maior parte do estado, especialmente no centro-norte, onde as expectativas são de menos de 10 mm. Contudo, no sul, noroeste e Triângulo Mineiro, as chuvas devem ser mais volumosas, variando entre 30 e 50 mm.

As temperaturas seguirão elevadas, com máximas em Goiás entre 26°C e 30°C, podendo chegar a mais de 32°C em certas áreas. Em Minas Gerais, a faixa térmica deve oscilar entre 26°C e 34°C, com registros superiores a este último no norte do estado.

Impactos nas Culturas

A combinação de chuvas escassas, altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar pode prejudicar as plantações. No milho, há risco de estresse hídrico que pode afetar a polinização e diminuir a produção. Para o feijão, as consequências dependem do estágio da colheita e podem resultar em abortamento de flores. No algodão, a falta de água pode limitar a formação de botões e reduzir a produtividade.

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