Mercado reage à oferta restrita e às chuvas que dificultam o transporte.

Os preços do boi gordo continuam a subir no mercado paulista, com a arroba alcançando uma média de R$ 389, conforme aponta um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. A alta é impulsionada por uma oferta restrita de animais e pelas chuvas persistentes, que dificultam o transporte do gado até os frigoríficos.
Além da alta dos preços, o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq, considerando negócios à vista, acumulou valorização de 6,79% em outubro e de 3,6% na última semana. A resistência dos pecuaristas em vender os animais, em função das expectativas de novos aumentos de preços, também tem contribuído para a menor liquidez no mercado.
✨ Enquanto isso, os preços da carne bovina no atacado avançam de maneira mais moderada, com a carcaça casada bovina apresentando média de R$ 26,15 por quilo, e margens das indústrias frigoríficas sendo pressionadas.
No Triângulo Mineiro, as cotações também se valorizaram, com reajustes de até R$ 5 por arroba, refletindo negociações entre R$ 365 e R$ 370. O custo elevado de reposição e a escassez de animais terminados têm sido fatores que sustentam as cotações na região.
Já no centro-sul da Bahia, a oferta de bovinos para abate permanece restrita, impulsionada pelas chuvas que melhoraram as pastagens, levando os pecuaristas a reter os animais e dificultar a compra. A arroba na região está sendo negociada entre R$ 355 e R$ 365, enquanto as escalas de abate continuam em torno de sete dias.
O mercado pecuário, portanto, demonstra uma tendência de alta sustentada por diversos fatores, incluindo a oferta restrita e a diminuição da disposição dos produtores para negociar.
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