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Agronegócio
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Preços agropecuários recuam 9,79% no primeiro trimestre de 2026

Retração é menos intensa devido à valorização da arroba bovina

Fernanda Lima22 de abril de 2026 às 17:55
Preços agropecuários recuam 9,79% no primeiro trimestre de 2026

Os preços recebidos pelos produtores agropecuários apresentaram uma queda significativa de 9,79% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Essa diminuição é atribuída a uma combinação de fatores, sendo a valorização da arroba bovina um dos principais responsáveis por limitar a queda. Em 2026, a média de preços dessa categoria foi superior à observada em 2025.

Os preços internacionais de alimentos caíram 14,29%, superando a retração dos preços domésticos.

Enquanto isso, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea) foi menos afetado em comparação com os preços internacionais, que sofreram uma baixa considerável, refletindo uma maior resiliência dos preços no mercado interno.

Os pesquisadores do Cepea também observaram que a valorização do real em relação ao dólar, que teve um aumento de 10,12%, ajudou a reduzir os custos de insumos importados. Adicionalmente, a queda de 2,55% observada nos preços industriais facilitou o controle dos custos de produção.

Quedas por segmento

Os grupos mais afetados pela baixa no IPPA incluem Grãos, que registrou uma diminuição de 9,85%, Cana e Café com -16,61%, além de Hortifrutícolas que caiu 14%, e a Pecuária com uma retração de 5,73%.

Dentro do segmento de grãos, as desvalorizações foram expressivas, destacando quedas de 14,59% no algodão, 39,83% no arroz, 15,35% no milho, 4,15% na soja e 18,24% no trigo.

Para as hortifrutícolas, o tomate e a laranja foram particularmente impactados, com reduções de 4,3% e 55,8%, respectivamente. Em contrapartida, a batata e a banana apresentaram altas nos preços, de 5,1% e 23,1%.

Na pecuária, as quedas nos preços foram observadas em produtos como frango (-10,68%), suínos (-13,10%), leite (-22,97%) e ovos (-22,2%). No entanto, a arroba bovina se destacou com uma valorização de 5,9%.

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