Cepea aponta que compradores estão retraídos, enquanto produtores se mostram flexíveis nas negociações.

Os preços do milho continuam em declínio no mercado nacional, com o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea) atribuindo essa queda ao fato da oferta estar maior que a demanda. Um levantamento feito na última sexta-feira (16) revelou uma diminuição de 5,56% em comparação ao mesmo período do mês anterior, com uma média de R$ 64,85 por cada saca de 60 kg.
Apesar do volume elevado de chuvas em partes das regiões produtoras brasileiras, a semeadura da safra verão avança de forma satisfatória, o que pode permitir que as atividades da segunda safra sejam realizadas no período ideal.
✨ Compradores domésticos se mostram retraídos, com baixo interesse nas negociações e tendência de redução nos valores ofertados.
Os vendedores também estão sendo flexíveis nas negociações, preocupados com as recentes quedas de preços e a capacidade dos armazéns diante da proximidade da safra verão, que deve começar no início de 2027. O estoque de passagem de milho é elevado, e as previsões de produção da soja são otimistas.
Estimativas recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam um aumento na produção brasileira para a temporada 2026/27, reforçando esse cenário, mesmo com as preocupações quanto aos potenciais impactos do El Niño nos próximos meses.
Pesquisadores do Cepea ressaltam que as condições climáticas nos próximos meses estarão sob atenção dos agentes do mercado, pois as chuvas intensas e/ou temperaturas elevadas típicas do final do ano podem prejudicar o desenvolvimento das lavouras e reduzir as estimativas que, até o momento, estavam apontando para uma produção recorde.
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