Preços do milho sobem em Chicago apesar da colheita no Brasil
Expectativas climáticas e avanço da colheita impactam cotações.

Entre os dias 6 e 9 de julho de 2026, os preços do milho na Bolsa de Chicago apresentaram uma leve alta, motivada por expectativas de um clima seco e quente, semelhante ao impacto nas cotações da soja. No entanto, essa alta foi acompanhada de uma pressão no mercado brasileiro, que enfrenta um avanço significativo na colheita da segunda safra.
No dia 7 de julho, o valor do bushel do milho chegou a US$ 4,42, mas recuou para US$ 4,27 na fechamento de quinta-feira (9), mantendo-se acima dos US$ 4,25 registrados na semana anterior. Os operadores do mercado estavam atentos à expectativa do relatório de oferta e demanda do USDA, cujo lançamento está agendado para o dia 10.
✨ Nos EUA, 67% das lavouras de milho foram classificadas entre boas e excelentes, de acordo com o levantamento do USDA de 5 de julho.
O relatório do USDA apontou que 16% das lavouras estavam na fase de pendoamento, superando a média histórica de 14%, e 3% estavam em formação de grãos, ligeiramente acima da média de 2%. Na contramão, os preços no Brasil continuam pressionados pela boa oferta da segunda safra, com o Rio Grande do Sul mantendo um preço médio de R$ 58,00 por saca.
Em uma análise mais ampla, os preços no Brasil variaram entre R$ 40,00 e R$ 60,00, dependendo da região. A colheita da safrinha também foi um tópico de destaque; dados da AgRural indicam que, até 2 de julho, 30% da área cultivada no Centro-Sul do país já tinha sido colhida, um pouco acima dos 28% do ano anterior.
Contexto sobre a colheita
De acordo com informações da Conab, a colheita nacional de milho alcançou 28,5% até 3 de julho, o que está abaixo da média histórica de 34,5%. Mato Grosso se destacou com 51,1% da sua área colhida.
Destaca-se também o aumento da importância dos grãos secos de destilaria (DDG) no Brasil, um subproduto do etanol de milho. Esse setor consome cerca de 20 milhões de toneladas de milho anualmente, representando aproximadamente um quarto da produção nacional de etanol.
No comércio exterior, as exportações brasileiras de milho finalizaram junho com um total de 435.498 toneladas, o que representa um aumento de 17,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Entretanto, o preço médio da tonelada exportada caiu 6,7% em comparação a junho de 2025, fixando-se em US$ 235,40.
Nos primeiros dias de julho, as exportações desaceleraram, registrando apenas 120.311 toneladas nos três primeiros dias úteis do mês. Essa média diária foi 62,1% inferior à registrada em julho de 2025, refletindo uma tendência sazonais no comércio de milho brasileiro.
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