Chuvas excessivas comprometem produção e qualidade do trigo no estado.

As chuvas registradas em setembro devem reduzir a produção de trigo de São Paulo para menos de 20% das 350 mil toneladas inicialmente esperadas para a safra 2026/2027. O excesso de umidade durante a colheita comprometeu a qualidade dos grãos, com estimativa de que apenas 10% a 15% do volume colhido seja classificado como Tipo 1.
Essa situação foi discutida na última quinta-feira (29), durante a terceira e última reunião do ano da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, realizada na Cooperativa Castrolanda, em Itaberá (SP). Representantes do setor produtivo, da indústria e do governo estadual também avaliaram as perspectivas de mercado e medidas necessárias para manter a atividade no estado.
✨ O presidente da Câmara Setorial, Ruy Zanardi, destacou que as perdas superaram as expectativas, afirmando que a previsão de colheita de 350 mil toneladas não será alcançada.
Zanardi explicou que as perdas estão ligadas às chuvas intensas a partir do início de setembro, com alguns municípios registrando precipitação acumulada de até 629 milímetros. A continuidade das chuvas gera risco de novas perdas em áreas não colhidas. O Sindicato da Indústria do Trigo em São Paulo (Sindustrigo) defendeu um fortalecimento das relações entre produtores e a indústria moageira para garantir um mercado para o trigo paulista.
Durante a reunião, foi discutida a edição de uma medida provisória para auxiliar os produtores afetados, e foram alertadas as dificuldades econômicas que a triticultura enfrentará nos próximos anos.
Apesar dos problemas climáticos, uma pesquisa revelou que as compras do trigo paulista aumentaram 45,3% na safra 2025/2026, refletindo uma melhora na avaliação do produto pelos associados do Sindustrigo.
A situação no mercado internacional também foi abordada, destacando a expectativa de recuperação das exportações da Rússia e da Ucrânia e suas influências nas cotações.
Por fim, o coordenador das Câmaras Setoriais, Felipe Camargo, apresentou propostas para aprimorar o funcionamento das câmaras setoriais, enfatizando o papel da Câmara Setorial do Trigo como articuladora entre os elos da cadeia produtiva.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Temperaturas elevadas aumentam risco de deterioração e perda de qualidade dos grãos.

Situação se agrava no Rio Grande do Sul com preços em alta e preocupação com nova safra.

A irregularidade na distribuição das precipitações desafia agricultores em diversas regiões.

Desafios adicionais impactaram o mercado da soja