Frigoríficos adoptam novas estratégias em meio a limitações na oferta

O mercado de boi gordo continua enfrentando dificuldades, com transações pontuais acima da média, em um cenário marcado pela restrição na oferta de animais. Essa limitação resulta em escalas de abate mais curtas em diversas regiões do Brasil.
Frigoríficos estão revendo suas táticas, podendo reduzir o número de abates e até implementar férias coletivas em algumas de suas unidades, devido à disponibilidade restrita de boi gordo.
No setor de exportação, o foco está na evolução da cota chinesa, que é vista como crucial para o ano em curso. Fernando Henrique Iglesias, analista da Consultoria Safras & Mercado, observa que um rápido esgotamento dessa cota pode tornar o terceiro trimestre mais desafiador.
Os preços da arroba do boi gordo variam pelo Brasil. Em São Paulo, a cotação média chegou a R$ 366,75, enquanto Goiás apresentou R$ 351,43. Outros estados, como Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, mostraram preços em R$ 352,65 e R$ 359,66, respectivamente.
No mercado atacadista, os preços se mantêm estáveis, mas novas variações são esperadas em breve, especialmente devido à entrada dos salários na economia, que pode afetar a relação entre atacado e varejo. Iglesias destaca que a concorrência de proteínas, principalmente da carne de frango, limita as altas consistentes.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,14%, cotado a R$ 5,1545 para venda e R$ 5,1525 para compra. Durante o dia, a moeda americana variou entre R$ 5,1359 e R$ 5,1729.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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