Consultor destaca desafios climáticos e custos elevados como fatores críticos para a produção.

A safra brasileira de soja para a temporada 2026/27 deverá depender mais da produtividade do que da ampliação da área plantada. Antonio Prado G. B. Neto, consultor do agronegócio, apresentou projeções de seis consultorias que indicam uma área cultivada próxima de 49,14 milhões de hectares, representando um aumento de apenas 0,6% em relação à safra anterior.
Com a manutenção da produtividade média de 3.712 quilos por hectare, a produção alcançaria aproximadamente 182,7 milhões de toneladas, o que é inferior aos 186 milhões calculados pelo USDA. A análise sugere que uma diminuição na produtividade para 3.652 quilos por hectare resultaria em uma colheita de 179,75 milhões de toneladas. Se a produtividade cair para 3.592 quilos, o volume seria ainda menor, aproximadamente 176,81 milhões de toneladas, enquanto uma situação de 3.352 quilos levaria a produção a cerca de 165 milhões de toneladas.
✨ Uma redução considerável na produtividade poderia retirar milhões de toneladas do mercado mundial, criando um cenário com estoques mais limitados e maior flutuação de preços.
O consultor alerta que a queda acentuada na produtividade do Brasil não só afetaria a produção nacional, mas impactaria o balanço mundial, dado que o país responde por cerca de 42% da produção global projetada pelo USDA. Isso elevaria a relação entre estoques e consumo no mundo, deixando o mercado mais vulnerável a problemas de oferta. Além disso, a análise enfatiza que o clima, a disponibilidade de crédito e os altos custos de insumos são fatores críticos que podem restringir investimentos necessários em fertilizantes e tecnologias, o que pode influenciar tanto o tamanho da safra quanto o mercado internacional de soja.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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