Setor de borracha enfrenta desafios em São José do Rio Preto e Barretos
Levantamentos do Projeto Campo Futuro revelam dificuldades e melhorias nas regiões.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, junto a sindicatos rurais, realizaram um estudo por meio do Projeto Campo Futuro, para analisar os custos de produção da borracha natural nas regiões de São José do Rio Preto e Barretos.
Os dados levantados oferecem uma visão atualizada da produção nas áreas rurais de São Paulo. Em São José do Rio Preto, a realidade é desafiadora para os agricultores, que trabalham uma propriedade típica de 30 hectares, com produtividade média de 2.857 kg por hectare a cada ano e um ciclo produtivo que se estende por 35 anos.
✨ Apesar da recuperação no preço da borracha, que subiu de R$ 2,90/kg para R$ 4,30/kg, os produtores ainda enfrentam margens líquidas negativas, impactando sua rentabilidade.
Por outro lado, Barretos apresentou uma realidade um pouco mais otimista em comparação ao estudo realizado em 2023. A propriedade típica na região abrange 20 hectares, com uma produtividade de 3.250 kg por hectare ao ano e um ciclo produtivo de 37 anos, tendo a receita obtida sido suficiente para cobrir os custos operacionais.
De acordo com as organizações envolvidas, os dados coletados reforçam a importância do Projeto Campo Futuro como um recurso valioso de suporte ao setor agrícola, fornecendo informações cruciais sobre a realidade da produção e auxiliando no planejamento estratégico dos produtores.
Importância do Projeto Campo Futuro
Os levantamentos realizados são fundamentais para orientar ações institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, influenciando a formulação de políticas públicas e mecanismos de apoio, como os leilões de Pepro.
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