Alta da soja é influenciada pela demanda chinesa, enquanto milho e trigo enfrentam quedas.

A forte demanda por soja dos Estados Unidos elevou os preços na bolsa de Chicago, mas a tendência se inverteu após o fechamento, com os contratos para novembro recuando 0,08% para US$ 11,8225 por bushel.
Os dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) revelaram que as vendas líquidas de soja atingiram 1,75 milhão de toneladas na semana que terminou em 6 de agosto, um aumento significativo em comparação com as 903,900 mil da semana anterior. A China foi responsável por 1,45 milhão de toneladas adotadas na última semana, destacando seu papel crescente nas compras do grão americano.
No mercado de milho, os preços também caíram, refletindo uma desvalorização de 1,82% e estabelecendo-se em US$ 4,72 por bushel. Esse declínio é atribuído a expectativas de uma ampla oferta pelos principais países produtores, com o USDA aumentando sua previsão de safra americana para 406,75 milhões de toneladas em 2026/27.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a estimativa de colheita brasileira de milho, passando de 141,73 milhões para 142,96 milhões de toneladas, o que, se confirmado, representará um novo recorde.
Quanto ao trigo, os preços registraram uma leve queda de 0,22%, com contratos de dezembro a US$ 6,6828 por bushel, após uma alta anterior de 3,5%. A redução nas expectativas de produção global e as dificuldades de exportação via portos do Mar Negro continuam a impactar os preços, que permanecem altos.
✨ A demanda contínua da China e a expectativa de grande oferta devem influenciar os mercados agrícolas nos próximos meses.
A agricultura enfrenta variabilidades climáticas e políticas comerciais que afetam a produção e os preços das commodities agrícolas globalmente.
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