Oferta global de cacau deve recuar em 2026/27 com déficit de 64 mil toneladas, segundo a StoneX.

De acordo com a revisão do relatório da StoneX Brasil, a temporada 2025/26 do mercado de cacau terminou com um superávit de 494 mil toneladas, refletindo o maior movimento de recomposição da oferta desde o ciclo 2020/21. A revisão foi realizada pelos analistas Lucca Bezzon e Leonardo Rossetti e incluiu dados sobre a produção em países-chave.
A produção na Costa do Marfim foi revisada para 2,05 milhões de toneladas, enquanto o Equador reportou exportações recordes e o Brasil teve uma das suas melhores safras na história. Gana, por sua vez, tem expectativa de produção próxima de 700 mil toneladas, de acordo com o órgão regulador Cocobod. No entanto, Camarões enfrentou dificuldades devido a altas temperaturas e o fenômeno climático Harmattan.
✨ Apesar do superávit, a demanda também foi ajustada, com um aumento de 30 mil toneladas, totalizando 4,69 milhões, refletindo a moagem superior ao esperado no terceiro trimestre.
Para a próxima temporada, 2026/27, a StoneX prevê um déficit global de 64 mil toneladas devido a fatores como o evento El Niño, que impactou de maneira diferente as regiões produtoras. Com essa expectativa, a oferta global deve diminuir em 9,6%. As chuvas abaixo da média e a lentidão na colheita na Costa do Marfim, a seca severa na Indonésia e o excesso de umidade no Equador são alguns dos desafios enfrentados.
Embora o déficit projetado seja menor do que os registrados entre 2021/22 e 2023/24, a análise da StoneX aponta que o mercado terá menor margem de segurança nos estoques, tornando os preços mais sensíveis a possíveis deteriorações climáticas na África Ocidental.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Novas informações sobre preços refletem a pressão vendedora e tensões internacionais.

Chuvas excessivas atrasam plantio e afetam qualidade das colheitas.

Portaria nº 378 orienta produtores sobre o plantio e mitigação de riscos climáticos.

Movimento aponta para uma mudança de mentalidade no campo, com foco em aluguéis em vez de compras