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Agronegócio
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Trabalhadores do agronegócio em SP enfrentam estagnação

Setor agropecuário emprega 4,34 milhões, mas perde espaço na economia

Acro Rodrigues15 de abril de 2026 às 10:00
Trabalhadores do agronegócio em SP enfrentam estagnação

Em São Paulo, o setor agropecuário registra uma estagnação no emprego, com 4,34 milhões de trabalhadores representando 15,3% do total de profissionais do agronegócio em todo o Brasil em 2024.

Essa informação é parte de um estudo realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Esalq/USP, em colaboração com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que analisou a evolução do mercado de trabalho rural entre 2012 e 2024.

Enquanto a população de São Paulo cresceu 18,9%, o emprego no agronegócio avançou apenas 4,6%.

Os dados de 2024 revelam que, dos 4,34 milhões de profissionais no agro, 54,7% têm carteira assinada, 75,3% completaram o ensino médio ou superior e 60,1% são homens. Essa composição demonstra um quadro preocupante de perda de espaço do setor dentro da economia estadual.

Segmentos do agro em análise

O levantamento mostrou variações nos cinco segmentos analisados do agronegócio ao longo do período: o segmento de agrosserviços, líder em contratações, manteve-se forte, respondendo por 51% do total com 2,23 milhões de trabalhadores. Por outro lado, a agroindústria, com 1,1 milhão de empregos, viu sua participação cair de 27% para 25%.

O setor primário, abrangendo a agropecuária, perdeu espaço significativo, caindo de 19% em 2012 para 15% em 2024, com 653 mil profissionais. Apesar de representar apenas 3% do total, as indústrias de insumos apresentam uma tendência de crescimento, dobrando o número de ocupações desde 2012, totalizando 124 mil trabalhadores.

Além disso, cerca de 245 mil pessoas (6% do total estudado) estão envolvidas na agropecuária de autoconsumo, demonstrando um crescimento expressivo em relação ao contingente de 108 mil de 2012.

Importância do Levantamento

Os dados coletados serão utilizados pela FIESP para direcionar estratégias voltadas para a inovação tecnológica, modernização industrial e aumento da eficiência na produção agropecuária.

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