Ecoeponto Agroindustrial em Coruripe processa cascas para fibra e substratos.

No litoral sul de Alagoas, a casca resultante do beneficiamento do coco seco ganha um novo destino. A Ecoeponto Agroindustrial, situada em Miaí de Cima, Coruripe, processa esse material para extração de fibra e pó de coco, que é utilizado como componente em substratos para produção de mudas e cultivo de plantas.
A operação da empresa foca especificamente na casca do coco seco, diferentemente da casca do coco verde consumido em bebidas. A Ecoeponto obtém sua matéria-prima de sítios, fazendas e de uma rede de catadores na região, ampliando as oportunidades financeiras para a comunidade local e proporcionando uma destinação adequada para um resíduo que, na falta de uma solução, poderia ser descartado de forma irregular.
✨ Além do pó de coco, a empresa também gera fibras e itens como mantas, vasos e estacas para jardinagem, aproveitando ao máximo a parte fibrosa que sobra após a extração do fruto.
A geração de resíduos não é um problema exclusivo do coco verde; o coco seco também produz uma quantidade significativa de cascas. A Embrapa, em uma publicação de 2018, estimou que cerca de 700 mil toneladas de casca de coco seco são geradas anualmente no Brasil. Embora este número represente um cálculo histórico e não uma medição atual, ressalta a necessidade de cuidados quanto ao descarte dos resíduos.
O pó de coco possui características que permitem retenção de água, e sua utilização na agricultura requer avaliação cuidadosa de sua qualidade. A Embrapa recomenda que o pó seja lavado e testado para garantir que sua condutividade elétrica esteja dentro dos limites aceitáveis, evitando, assim, problemas de salinidade que possam afetar as plantas.
O mercado brasileiro para substratos agrícolas alcançou um valor de R$ 517,2 milhões em 2025, com alta impulsionada pela escassez de matérias-primas importadas. Nesse contexto, a produção de substratos a partir de casca de coco seco se torna uma alternativa interessante para produtores e viveiristas.
A Ecoeponto conta com uma equipe de 22 colaboradores e visa produzir 2.000 sacos de pó de coco lavado diariamente, embora enfrente desafios em logística e processamento. A lavagem utiliza água e gera efluentes, exigindo um manejo adequado para evitar impactos ambientais.
A proposta da Ecoeponto é transformar a casca do coco seco em um recurso valioso para a agricultura, criando novas oportunidades sustentáveis. Os interessados podem acompanhar mais informações pelas redes sociais da empresa, @ecoeponto, ou visitar o site www.ecoeponto.com.br.
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