A produção de etanol de milho coloca o país em posição favorável no mercado global de biocombustíveis.

O transporte marítimo pode se tornar uma nova fonte de demanda para o etanol brasileiro, impulsionado pela busca por combustíveis de menor emissão de carbono. A produção crescente de etanol de milho posiciona o Brasil de maneira favorável para atender a esta nova necessidade.
Martinho Seiiti Ono, CEO da SCA Brasil, acredita que o uso do biocombustível na navegação pode evoluir mais rapidamente que o combustível sustentável de aviação (SAF). Testes realizados com diferentes misturas de etanol, incluindo o uso de E100 (etanol 100%), têm demonstrado resultados positivos.
✨ A Conab projeta que o Brasil produzirá 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, enquanto o consumo mundial de combustíveis no transporte marítimo gira em torno de 250 a 298 bilhões de litros anualmente.
A implementação de embarcações adaptadas para combustíveis alternativos até 2030 deve abrir novas oportunidades, embora necessite de investimentos em logística, infraestrutura e produção. Ono estima que uma participação de 10% do etanol nesse mercado pode gerar uma demanda de aproximadamente 30 bilhões de litros.
Para otimizar esse potencial, a definição de regras claras, metas e previsibilidade para investimentos é considerada essencial. O assunto já está sendo debatido no âmbito do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Navegação.
Além disso, empresas como Vale e Maersk estão realizando testes e adaptações em embarcações para integrar biocombustíveis em suas operações. Ono conclui afirmando que essa movimentação mostra que a discussão sobre o uso de etanol na navegação está avançando para uma aplicação prática.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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