Leilão teve demanda total de R$ 181,3 bilhões e selecionou quatro bancos para estruturar fundos de investimento.

O Comitê Executivo do Eco Invest Brasil homologou, nesta quarta-feira (7), o resultado do 5º leilão do programa. A rodada recebeu 23 propostas de seis instituições financeiras, totalizando uma demanda de R$ 181,3 bilhões entre fundos de inovação e crédito corporativo.
Desse montante, R$ 49,95 bilhões foram aprovados para investimentos em seis cadeias produtivas relacionadas à inovação e à transformação ecológica. O comitê é composto por representantes dos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
A alavancagem global da rodada se revelou em aproximadamente 3,8 vezes, refletindo a relação entre os recursos públicos e privados em torno do capital catalítico, o que significa que os aportes do Tesouro Nacional servirão como base para mobilizar quase quatro vezes esse valor em capital privado.
Os participantes do leilão incluem Banco do Brasil, Bradesco, Citibank, HSBC, Itaú e Santander. Ao final, Bradesco, HSBC, Itaú e Santander foram selecionados para estruturar os fundos de inovação e as operações de crédito corporativo nas cadeias elegíveis.
✨ Os bancos também se comprometerão a destinar recursos não reembolsáveis à pesquisa aplicada e ao empreendedorismo de base tecnológica, prevendo no primeiro ano um mínimo de R$ 250 milhões em doações a universidades e institutos de ciência e tecnologia.
Entre os maiores valores homologados, a cadeia de circularidade de resíduos minerais e industriais concentrou R$ 11 bilhões para investimentos. O Bradesco foi designado para essa área, assim como para fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas, com R$ 9 bilhões, e também biomateriais e química verde, com R$ 8,5 bilhões.
O Itaú ficou com automação e inteligência artificial aplicadas a processos produtivos, com potencial de R$ 9,75 bilhões, enquanto o Santander foi selecionado para beneficiar minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica, totalizando R$ 6,5 bilhões. O HSBC foi alocado para combustíveis verdes avançados, biogás e biometano, com R$ 5,2 bilhões.
Desse capital público alocado, R$ 9 bilhões serão direcionados para os fundos de inovação e R$ 4,2 bilhões para crédito corporativo, com atividades como reciclagem e valorização de resíduos somando R$ 8,8 bilhões.
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Jornalista especializado em Brasil

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