Descoberta na costa do Amapá provoca divisão de opiniões entre moradores.

A descoberta de petróleo na costa do Amapá acende esperanças de crescimento econômico em Oiapoque, uma cidade estratégica na fronteira com a Guiana Francesa. No entanto, essa exploração também suscita preocupações entre moradores e lideranças indígenas sobre os possíveis impactos na região.
A Petrobras iniciou os trabalhos de exploração offshore há cerca de um ano e, em agosto, anunciou a identificação de hidrocarbonetos em seu primeiro poço, localizado a 175 km da costa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou o local, destacou o potencial do petróleo da região como 'passaporte para o futuro'.
✨ Cacique Wagner Karipuna expressa temor sobre vazamentos que possam afetar os rios locais, afirmando que 'a água não tem fronteira'.
Moradores têm opiniões variadas. Enquanto alguns veem novas oportunidades, outros, incluindo pescadores notáveis como Joelso Mendonça, estão preocupados com o impacto negativo nas atividades pesqueiras caso ocorra um vazamento de petróleo.
Em contrapartida, a expectativa de criar empregos é grande para muitos, sendo estimado que a exploração possa gerar mais de 50 mil oportunidades de trabalho no Amapá. No entanto, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, adverte que a produção comercial pode demorar até sete anos para começar.
Oiapoque, que contava com cerca de 28 mil habitantes em 2022, vem recebendo um fluxo crescente de novos moradores desde o início das atividades da Petrobras, sendo a população estimada entre 40 mil e 45 mil atualmente. Este aumento gerou especulação imobiliária e mudanças nas dinâmicas locais, com muitos buscando residências nas áreas periféricas.
A presidente da Associação Comercial e Industrial de Oiapoque, Lilma Campos, ressalta que, apesar das promessas de crescimento, é prematuro avaliar o verdadeiro impacto econômico da exploração de petróleo na cidade.
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Jornalista especializado em Brasil

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