Motoristas exigem aumento salarial e condições melhores de trabalho

Motoristas de ônibus no Rio de Janeiro iniciaram uma greve por tempo indeterminado na madrugada desta segunda-feira, após aprovação em assembleia no domingo. A paralisação reflete a insatisfação da categoria com o piso salarial.
Os motoristas exigem um aumento salarial para R$ 4 mil, argumentando que esse valor representa um reajuste de 17% que visa cobrir as perdas inflacionárias acumuladas. Para motoristas de ônibus articulados, como os do BRT, o pedido é de um piso de R$ 5 mil, além de benefícios como tíquete alimentação de R$ 1 mil e planos de saúde.
O Sindicato dos Rodoviários do RJ informou que as negociações com a entidade Rio Ônibus não avançaram. Em resposta à greve, a Justiça do Trabalho impôs que pelo menos 50% da frota de ônibus mantenha operações regulares durante o período da paralisação, com uma multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento.
Uma nota do Rio Ônibus afirmou que cerca de 40 ônibus foram vandalizados durante a greve e que atualmente 870 coletivos estão em operação. Com a decisão judicial, era esperado que cerca de 1.500 ônibus estivessem atendendo à população, enquanto o planejamento normal previa a circulação de 3.000 veículos, levando em conta o evento esportivo e o ponto facultativo.
✨ Greve de motoristas causa severos impactos no transporte público do Rio.
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Jornalista especializado em Brasil

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