Filósofo analisa função dos sonhos como regressão cognitiva a estados primitivos.

Segundo o filósofo Friedrich Nietzsche, ao sonhar, a mente humana retrocede a padrões de raciocínio primitivos, uma ideia apresentada em seu livro "Humano, Demasiado Humano", de 1878. Através dos sonhos, a memória lógica reduz sua atividade, levando a uma forma de raciocínio semelhante ao dos nossos antepassados.
Nietzsche argumenta que, durante o sono, o cérebro não se limita a eventos racionais, mas cria interpretações fantasiosas das sensações corporais. Assim, imagens visuais podem surgir para justificar desconfortos físicos, como no exemplo de um sonhador com pés amarrados que imagina serpentes ao seu redor.
✨ O filósofo relaciona essa conduta ao pensamento primitivo, onde hipóteses simplificadas eram rapidamente aceitas como verdade.
Além disso, Nietzsche vincula esses estados oníricos às origens de mitologias e crenças espirituais, sugerindo que a confusão entre o sonho e a realidade foi fundamental na formação de visões de mundo e conceitos metafísicos nas épocas antigas.
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