Reunião discute metas do Marco Global de Biodiversidade impactando a agricultura

A cidade de Yerevan, na Armênia, sedia até o dia 30 a 17ª reunião da Conferência das Partes (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica. Este encontro ocorre quatro anos após a adoção do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, estabelecido na COP15, onde os países se reúnem para avaliar os avanços e discutir os desafios na implementação dessas diretrizes.
Entre as 23 metas delineadas pelo marco global, ao menos sete estão diretamente relacionadas à produção agrícola. Estas metas englobam a conservação de áreas nativas, a diminuição da poluição, o incentivo a práticas sustentáveis e a repartição de benefícios advindos do uso de recursos genéticos. Tais compromissos abordam os impactos das atividades produtivas e suas contribuições para a conservação e uso sustentável da biodiversidade.
A CropLife Brasil está participando da conferência, trazendo contribuições técnico-científicas que abordam questões ligadas à agricultura. No dia 26, a entidade apresentará o Renera — Brazilian Bioinputs Hub, uma colaboração com a ApexBrasil para promover internacionalmente as inovações nacionais em soluções biológicas.
✨ No início do mês, a CropLife Brasil enviou ao Governo Federal uma carta com doze propostas para apoiar a construção do posicionamento oficial do Brasil na COP17, incluindo recomendações para a conservação da biodiversidade e desenvolvimento agrícola.
Entre as propostas apresentadas estão: a Meta 3 que reforça a conservação das vegetações nativas; a Meta 7 que visa a redução da poluição causada por pesticidas; e a Meta 10 que promove a sustentabilidade na agroindústria, englobando inovações como bioinsumos e biotecnologia, que são essenciais para garantir a segurança alimentar e restaurar a biodiversidade.
O Renera, como uma estratégia de conservação, foca em desenvolver soluções baseadas na natureza para a restauração do solo e transição para sistemas alimentares mais regenerativos. Segundo dados da plataforma CropData, as vendas de bioinsumos atingiram R$ 1,82 bilhão no primeiro semestre de 2026, uma alta de 9,6% em comparação ao ano anterior.
Além disso, as exportações de bioinsumos somaram US$ 68,4 milhões de janeiro a setembro deste ano, marcando um crescimento de 31,1%. Produtos biológicos como biofertilizantes e biodefensivos estão alinhados com as metas de biodiversidade e têm como principal mercado países como Argentina e Colômbia.
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