ANP intensifica fiscalização de combustíveis em todo o Brasil
Operações resultaram na apreensão de milhares de litros de combustíveis irregulares

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou, nesta segunda-feira, os resultados da fiscalização realizada entre 11 e 15 de maio em 17 estados brasileiros. As operações focaram na qualidade dos combustíveis, volumes fornecidos, documentação e detecção de indícios de preços abusivos.
O estado de São Paulo destacou-se com 62 agentes mobilizados, culminando na apreensão de 8.503 litros de combustíveis e 20 botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) em locais irregulares. Durante a operação, a ANP inspecionou 38 postos de combustíveis, 19 revendas de GLP, um terminal, um ponto de abastecimento, duas distribuidoras e uma base de combustíveis de aviação, resultando em cinco autos de infração e sete interdições.
✨ O uso de espectrofotômetro FTIR em 12 postos no Espírito Santo revelou irregularidades no percentual de biodiesel no óleo diesel.
No Rio de Janeiro, as ações ocorreram em 24 postos, resultando em cinco autos de infração e a apreensão de 14.360 litros de combustíveis. O foco, também, foi investigar práticas abusivas de preços, com a coleta de 23 amostras para análise.
Minas Gerais passou pela fiscalização de 19 postos e 16 revendas de GLP, totalizando nove autos de infração e 190 botijões de GLP apreendidos. Em Goiás, 37 postos foram vistoriados, levando a oito infrações e uma interdição.
Contexto Importante
As ações de fiscalização são determinantes para a conformidade com a qualidade de diesel, gasolina, etanol e GLP, impactando o transporte de insumos e o escoamento da produção agrícola no Brasil.
As operações da ANP se estenderam a outros estados, como Alagoas, Amazonas, Bahia e Ceará, onde amostras foram coletadas, mesmo sem registro de irregularidades. A ANP utiliza dados da Ouvidoria e de seu Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis para definir as ações de fiscalização.
Os estabelecimentos que violarem as normas poderão enfrentar multas que variam de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de possíveis sanções como a suspensão ou revogação de autorizações, após processos administrativos que garantem o direito à defesa.
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