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economia
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ANP retoma debate sobre envase fracionado de gás de cozinha

Agência analisa proposta sobre comercialização de GLP

Acro Rodrigues25 de maio de 2026 às 11:25
ANP retoma debate sobre envase fracionado de gás de cozinha

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai retomar, nesta semana, as deliberações sobre a possibilidade de envase fracionado do gás de cozinha, um tema que estava em pauta, mas foi adiado devido à ausência do diretor Pietro Mendes na reunião anterior.

A proposta sugere que o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) possa ser vendido de forma fracionada, similar ao que acontece com combustíveis nos postos, permitindo que consumidores paguem apenas pela quantidade que podem arcar. Esse debate está em andamento desde 2019, quando a gestão de Décio Oddone à frente da ANP começou a considerar a questão.

O debate pode impactar diretamente o mercado de energia e combustíveis, alterando a logística e custos de abastecimento em áreas urbanas e rurais.

Questões de segurança e responsabilidade

Outro aspecto em avaliação é a proposta de acabar com a exclusividade dos botijões de 13 quilos, que poderiam circular sem marcas específicas. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) alerta que essa mudança pode levantar preocupações sobre segurança operacional e a responsabilidade em caso de incidentes, destacando que o manuseio de gás inflamável exige rigor na rastreabilidade durante envase e distribuição.

A abertura de consulta pública sobre essas questões pode influenciar decisões de investimento por parte das distribuidoras.

Embora a análise atual não apresente dados sobre investimentos ou o impacto financeiro da medida, ela tem potencial para afetar o programa governamental Gás do Povo. No entanto, sem uma minuta regulatória, ainda não é possível avaliar claramente os efeitos práticos sobre preços e distribuição no setor de GLP.

Contexto

Mudanças regulatórias no GLP podem alterar custos e logística tanto em áreas urbanas quanto rurais, impactando produtores e agroindústrias. A ANP deve decidir, em breve, se abrirá uma consulta pública sobre o tema.

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