USDA busca entender impacto do crédito não tradicional no setor agrícola

Agricultores nos Estados Unidos estão aumentando o volume de empréstimos para sustentar suas operações, enquanto o crescimento de financiamento não tradicional e as opções oferecidas por fornecedores de insumos dificultam o acompanhamento da dívida agrícola pelo governo americano, conforme diretores do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
A pressão financeira sobre os agricultores tem se intensificado devido à queda nos preços, altos custos de insumos e interrupções nos mercados de exportação causadas por disputas comerciais, especialmente com grandes compradores como a China. A Reuters informa que o aumento dos pedidos de falência nas propriedades rurais levou alguns bancos a restringir o crédito, resultando em uma busca por alternativas de financiamento.
✨ Atualmente, a dívida agrícola nos EUA ultrapassa US$ 605 bilhões, mais que o dobro desde o ano 2000, quando era de aproximadamente US$ 300 bilhões.
Diante desse panorama, o USDA está desenvolvendo projetos de pesquisa para monitorar essas dívidas e avaliar se o estresse financeiro no setor agrícola pode ter repercussões na economia em geral. Para isso, o departamento está coletando dados sobre o crédito oferecido por fornecedores, cruzando pesquisas com agricultores e registros da Farm Service Agency, além de financiar estudos sobre o mercado de crédito não tradicional. Jeffrey Hopkins, administrador assistente do Serviço de Pesquisa Econômica do USDA, afirmou que os resultados dessas investigações devem ser divulgados em um prazo de dois anos.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Economia

Relatório da Neogrid aponta quedas nos preços de alimentos e variações regionais

Avanço tem relação com incertezas climáticas e variações no mercado de commodities.

Estudo aponta que aportes são necessários por no mínimo 20 anos para superar déficits no setor.

Dólar começou o dia em queda, mas mudou de direção durante a manhã desta sexta-feira (14); mercado acompanha cenário externo e fatores domésticos.