Kazuo Ueda defende a manutenção da inflação subjacente em torno de 2%.

O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, destacou na última sexta-feira (16) que a instituição seguirá aumentando as taxas de juros para manter a inflação subjacente ao redor de sua meta de 2%.
Em coletiva de imprensa após participar das reuniões do FMI e do G20 em Bangkok, Ueda afirmou que "a expectativa é que a taxa permaneça geralmente próxima de 2%; qualquer aumento adicional seria inaceitável".
No mês passado, o Banco do Japão elevou sua taxa básica de juros para o maior nível em 31 anos, sinalizando uma mudança de estratégia para evitar que a inflação ultrapasse a meta, o que indica uma política monetária mais restritiva.
✨ O FMI informou sobre a resiliência da economia global frente a choques externos, como a guerra no Oriente Médio, destacando a forte demanda relacionada à inteligência artificial.
Diante disso, as autoridades globais alertaram sobre a pressão inflacionária gerada pelo boom da IA, que pode justificar um maior aperto nas políticas monetárias, especialmente para o Banco do Japão, onde os custos de empréstimo permanecem baixos.
O Banco do Japão abandonou sua abordagem cautelosa em prol de uma estratégia mais voltada ao combate a riscos inflacionários, tendo já promovido aumentos nas taxas em junho e setembro.
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