Aloizio Mercadante discute medidas para conter alta de combustíveis

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, declarou neste domingo (17) que cabe ao Estado minimizar os impactos da alta do petróleo no Brasil. Em uma entrevista ao programa Canal Livre, da Band, ele destacou que países ao redor do mundo estão adotando estratégias para enfrentar o aumento dos preços dos combustíveis em meio a um cenário internacional conturbado.
Questionado sobre ações específicas para mitigar os preços da gasolina e do diesel, Mercadante informou que os governos buscam alternativas para oferecer proteção frente à elevação dos preços internacionais do petróleo. O objetivo da atuação do Estado, segundo ele, é garantir a produção, o emprego e o desenvolvimento econômico do país.
✨ Mercadante enfatizou a importância da Petrobras, que deve remunerar seus investidores e seguir o mercado, mas também desempenhar um papel crucial durante crises internacionais.
Durante a entrevista, Mercadante também abordou a capacidade do Brasil em conter a influência de choques externos sobre os combustíveis. Ele mencionou que a produção de petróleo no pré-sal, a oferta de etanol e a estrutura da Petrobras contribuem para uma maior resistência do país em tempos de crise no setor petrolífero.
Ele criticou o atual modelo de refino no Brasil, ressaltando que o país exporta óleo bruto enquanto importa derivados, o que, segundo ele, limita a capacidade de estabilizar os preços internos diante de oscilações externas. Essa situação é especialmente relevante para o agronegócio, onde o diesel é essencial para o transporte de produtos e a operação de máquinas agrícolas.
O diesel, um insumo crucial para o setor agrícola, impacta diretamente os custos operacionais, frete e competitividade das cadeias produtivas. No entanto, as declarações de Mercadante não incluíram medidas concretas ou prazos, dificultando a avaliação do impacto fiscal das ações discutidas.
Com a falta de detalhes sobre ações específicas, é difícil prever como as declarações do presidente do BNDES poderão afetar o setor agrícola e a economia em geral.
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Jornalista especializado em Economia

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