Lisboa é exceção e termina em alta amid tensão do mercado financeiro.

As bolsas europeias encerraram majoritariamente em queda nesta terça-feira (15), influenciadas negativamente por bancos e pela aversão ao risco provocada pela alta do petróleo, que superou os US$ 100. Essa situação elevou preocupações inflacionárias, principalmente com a iminente decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.
Enquanto investidores lidavam com os efeitos da taxa de juros elevada, também consideravam os riscos associados a uma desaceleração nos investimentos em Inteligência Artificial (IA). Diferentemente do comportamento das demais bolsas, o índice de Lisboa foi a única exceção ao fechar em alta.
✨ Na agenda, o desemprego britânico foi reportado em 4,9% nos três meses até julho, com salários sem bônus apresentando um crescimento de 3,5%.
Os índices dos mercados europeus mostraram recuo: em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,37%; em Frankfurt, o DAX caiu 0,07%; em Paris, o CAC 40 retrocedeu 0,34%; e em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,14%. Em Madri, o Ibex 35 teve uma leve perda de 0,05%. Por outro lado, em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,71%.
Os bancos registraram pressões significativas, com UBS recuando 3,4% e Deutsche Bank cedeu 2,4%. Richard Hunter, da Interactive Investor, expressou preocupação com a possibilidade de que juros mais altos e condições econômicas desafiadoras possam elevar o número de calotes entre clientes.
No setor energético, a alta do petróleo beneficiou as ações da Repsol, que subiu 3,1%, e da Eni, que avançou 1,8%. A recuperação foi observada entre as empresas de semicondutores, com Infineon apresentando uma alta de 0,5%, embora ASML e ASM International tenham encerrado o dia em baixa.
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Jornalista especializado em Economia

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