Governo busca medidas para reduzir gastos no próximo ano.

O Congresso da Colômbia aprovou nesta segunda-feira (14) o orçamento de gastos do governo para 2027, totalizando 634,9 trilhões de pesos (US$ 206,6 bilhões). Este orçamento foi elaborado em um cenário de deterioração das finanças públicas, que deverá resultar em um déficit fiscal histórico no próximo ano.
A aprovação aconteceu tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, após a devolução de uma proposta inicial. Isso permitiu que o recém-empossado governo do presidente de direita, Abelardo De La Espriella, incorporasse necessidades adicionais de financiamento, incluindo consequências do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país em agosto.
✨ O déficit fiscal prevê um recorde de 9,4% do PIB, que será em grande parte financiado pelo aumento da dívida pública.
O ministro da Fazenda, Miguel Gómez, declarou ao Congresso: “Este não é o orçamento com o qual gostaríamos de começar nosso mandato, mas é o orçamento que podemos arcar, considerando o estado atual da economia nacional”. O governo planeja implementar um pacote de reforma tributária, denominado 'Lei de Resgate', com o objetivo de reduzir os gastos públicos e o déficit fiscal para 7,2% do PIB em 2026.
Juan Carlos Ramirez, do CARF (Comitê Independente de Gestão das Regras Fiscais), alertou que a aprovação do orçamento de 2027 poderia levar a uma situação ainda mais crítica nas finanças públicas. O presidente De La Espriella, em um discurso, atribuiu a deterioração da situação fiscal à administração do seu antecessor, Gustavo Petro, citando corrupção e mau uso de recursos, mas não apresentou evidências para suas alegações.
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Jornalista especializado em Economia

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