Conflito no Oriente Médio ameaça exportações brasileiras de frango
Aumento de tensões eleva custos e complica rotas marítimas

A escalada de conflitos no Oriente Médio levanta preocupações sobre o envio de produtos brasileiros, com ameaça de interrupções no trânsito marítimo através de rotas cruciais como o Estreito de Ormuz e Bab el-Mandeb. Isso pode resultar em dificuldades significativas para as exportações agropecuárias.
Uma recente interrupção já afetou um navio carregado de soja que havia se aproximado da região. De acordo com informações do Mercado, os frigoríficos estão revendo suas rotas, priorizando caminhos alternativos como o Canal de Suez.
Para evitar os riscos decorrentes das tensões entre Irã e Estados Unidos, exportadores têm buscado rotas alternativas ao Estreito de Ormuz. Desde os ataques realizados em março, a navegação por essa área reduziu significativamente, enquanto novas ameaças provenientes dos houthis em Bab el-Mandeb complicam ainda mais a situação.
"Os exportadores de frango estão monitorando atentamente a situação nas rotas marítimas do Oriente Médio, uma região onde a demanda pelo produto é alta, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA.
✨ Aumento dos custos logísticos triplicou e levou armadores a implementar tarifas de emergência.
Empresas brasileiras estão diversificando suas opções logísticas, utilizando portos em Omã e rotas por estrada para alcançar destinos finais, especificamente Arábia Saudita e Emirados Árabes. Outra rota considerada é através do Mar Mediterrâneo, que se conecta diretamente com os portos sauditas de Jeddah e King Abdullah.
Implicações Logísticas
A logística para a entrega de produtos como frango está enfrentando grandes desafios devido à desaceleração no fluxo de navios. As empresas aguardam ansiosamente a normalização para evitar maiores prejuízos.
Ainda que as exportações não tenham sido totalmente paralizadas, o tempo de entrega para contêineres com frango visando o Oriente Médio aumentou para cerca de 80 dias, o que representa mais que o dobro do tempo usual. Isso está começando a impactar a qualidade dos produtos e as margens de lucro devido à tensão constante.
O aumento no custo do frete marítimo, estimado em até 40% para rotas principais, prejudica ainda mais as empresas, que se veem obrigadas a repassar esses custos aos consumidores, especialmente quando se trata de itens de baixo valor por tonelada, como grãos e algodão.
Com o futuro incerto para as rotas, as empresas de exportação enfrentam a necessidade de encontrar soluções alternativas para evitar impactos maiores em suas operações e cumprir com a demanda internacional.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de economia

Produção industrial da zona do euro avança apesar do conflito no Oriente Médio
Melhor trimestre desde 2022 com redução nas pressões de custos

Saudi Aramco registra lucro líquido de US$ 32,5 bilhões no 1º trimestre
Empresa se destaca em meio a tensões geopolíticas e bloqueios no Oriente Médio

Alberto Musalem aponta riscos de inflação diante de conflitos no Oriente Médio
Governador do Federal Reserve alerta para impactos da guerra e condições econômicas incertas

Tarifas dos EUA ameaçam exportações brasileiras de imediato
Anúncio de tarifas gera incertezas no comércio exterior brasileiro





