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economia
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Consumo das famílias brasileiras cresce 2,49% em 2026

Alta contínua impulsionada por mercado de trabalho e planejamento financeiro

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 11:21
Consumo das famílias brasileiras cresce 2,49% em 2026

O consumo das famílias brasileiras no primeiro semestre de 2026 apresentou um crescimento de 2,49%, conforme divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Somente em junho, o indicador teve alta de 0,48% em comparação a maio e aumentou 1,86% em relação ao mesmo mês do ano anterior, já descontando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo a Abras, esse desempenho é atribuído a um mercado de trabalho ativo e à circulação de dinheiro na economia, além de uma postura mais cautelosa dos consumidores diante de pressões sobre o preço de alguns alimentos. Em uma coletiva, Marcio Milan, vice-presidente da entidade, destacou que as compras passaram a ser mais planejadas, com foco em promoções e comparação de preços.

Impactos da Copa do Mundo no Consumo

A Abras também notou mudanças nos hábitos de consumo durante a Copa do Mundo. Na categoria identificada como "Cesta Copa", cortes bovinos representaram 17,2% do total gasto, seguidos por cervejas (13,1%), cortes de frango (11,4%), embutidos (10,9%) e refrigerantes (10,3%). Essas cinco categorias juntas corresponderam a mais de 60% da cesta analisada.

O efeito da performance do Brasil na Copa variou conforme o calendário dos jogos e a renda disponível das famílias, favorecendo o aumento do consumo em semanas específicas.

Durante a semana de estreia do Brasil, a empolgação em torno das partidas coincidiu com o período de pagamento de salários, propiciando um aumento nas compras. No entanto, o indicador Abrasmercado, que monitora uma cesta ampla de 35 produtos de consumo, apresentou uma queda de 0,28% em junho em comparação a maio, finalizando uma sequência de três meses em ascensão.

Apesar da queda mensal, o índice acumulou uma elevação significativa de 6,52% no primeiro semestre. O valor médio da cesta caiu de R$ 854,91 para R$ 852,54. Além disso, a cesta de 12 produtos básicos teve um leve aumento de 0,08% em junho, totalizando R$ 357,39, com incremento de 4,99% no semestre, impulsionado principalmente pelo leite longa vida e pelo feijão.

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