Queda ocorreu em meio a reavaliações políticas e sinais econômicos nos EUA.

O dólar iniciou a semana com uma queda significativa nesta segunda-feira (5), chegando a uma mínima intradiária de R$ 4,9760, o que representa um recuo de 4,61%. A moeda, que posteriormente atingiu uma máxima de R$ 4,9990, ainda se manteve em baixa de 4,17%.
Esse movimento se deu em um contexto de reavaliação do ambiente político no Brasil, bem como na percepção do mercado sobre sinais fiscais e monetários que vêm do exterior. De acordo com Rafael Passos, sócio da Ajax Asset, o fortalecimento da extrema direita no Congresso, especialmente com a liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impactou a queda do dólar frente ao real.
✨ Passos ressalta que a continuidade dessa tendência dependerá do avanço das eleições e da divulgação das próximas pesquisas.
Além disso, na avaliação do analista, a liderança de Flávio por uma margem de 2,2 milhões de votos reforça no mercado a expectativa de vitória na próxima fase da disputa, minimizando os riscos associados a políticas que possam ser interpretadas como desfavoráveis à responsabilidade fiscal.
Internacionalmente, a divulgação de um payroll abaixo das expectativas nos EUA, com a criação de apenas 29 mil vagas e a taxa de desemprego em 4,2%, ajudou a reduzir a pressão por novos aumentos nas taxas de juros pelo Federal Reserve. Contudo, o dólar se valorizava frente a outras moedas fortes, refletindo expectativas para altas de juros nos EUA e incertezas fiscais na França, além de questões políticas na Espanha.
Dessa forma, a abertura do câmbio nesta segunda-feira é um reflexo dos fatores internos e externos, evidenciando a queda acentuada do dólar em relação ao real, sob um panorama marcado pela análise do cenário eleitoral brasileiro e as diretrizes fiscais e monetárias.
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Jornalista especializado em Economia

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