Expectativa de dados e votações no Congresso moldam o mercado

O dólar começa os negócios nesta quinta-feira (3) com expectativas elevadas em relação aos novos dados da economia dos Estados Unidos e votações estratégicas no Congresso. Os investidores precisam monitorar esses fatores, que têm o potencial de alterar significativamente o cenário financeiro.
Às 9h30, os EUA divulgarão a balança comercial referente a julho, que deve evidenciar um aumento no déficit comercial, sinalizando que o país importou mais do que exportou. Na mesma hora, também serão apresentados os números de pedidos de seguro-desemprego, um indicador importante para a saúde do mercado de trabalho.
Além dos dados econômicos, o Senado se prepara para votar uma medida provisória que elimina o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, encerrando a polêmica chamada 'taxa das blusinhas'. A votação desta proposta é uma das prioridades na agenda legislativa.
✨ Dólar opera com variações: -1,68% na semana, -1,37% no mês e -6,93% no ano.
Na Câmara, o tema também será discutido, juntamente com outras propostas relevantes que podem afetar setores variados, tais como transporte e gestão de benefícios do INSS.
Ibovespa: Acumulado da semana +5,43%; do mês +4,39%; do ano +14,94%.
Uma nova pesquisa da Quaest sobre as eleições presidenciais de 2026 revelou que Lula (PT) lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 29%. Esta dinâmica eleitoral torna o cenário mais volátil, o que pode justificar os recentes movimentos nos mercados.
Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, destaca que a competição acirrada entre os candidatos proporciona um ambiente propício para ajustes nas carteiras de investimento e a criação de estratégias de 'trade eleitoral'.
Na frente legislativa, o Senado está avaliando uma proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, que se aprovada, terá um impacto significativo nas relações de trabalho no Brasil.
No cenário internacional, os mercados de Wall Street fecharam em alta, impulsionados pela empolgação com as inovações em inteligência artificial, ainda que continue a haver preocupações em torno do conflito no Oriente Médio que afeta os preços do petróleo.
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Jornalista especializado em Notícias

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