Ministro de Minas e Energia avalia mudanças diante do conflito no Oriente Médio

O governo está considerando a prorrogação do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo bruto, mesmo diante das críticas das empresas do setor que expressam preocupações sobre a insegurança jurídica e a queda na atratividade para investimentos no Brasil.
De acordo com assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a contínua tensão no Oriente Médio torna arriscada qualquer decisão de interromper essa cobrança. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, admitiu que, se os preços do petróleo não se estabilizarem abaixo de US$ 80 por barril, as subvenções aos combustíveis continuarão sendo uma necessidade.
Recentemente, o preço do barril Brent aumentou 4,99%, alcançando US$ 87,72, o que foi atribuído a incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
✨ "Estamos tomando as medidas necessárias para que as petroleiras não lucrem com a guerra e para minimizar os impactos ao consumidor de energia" — Alexandre Silveira.
Com o intuito de mitigar os efeitos da guerra sobre o mercado interno, o governo implementou subsídios para os derivados de petróleo. No entanto, a Medida Provisória 1340, que estabelecia o imposto sobre a exportação, perdeu validade sem análise do Congresso, obrigando o governo a manter a taxa através de uma resolução da Camex.
As empresas do setor, como Shell e Total, manifestaram sua oposição ao imposto e buscaram uma liminar na Justiça, mas a decisão foi derrubada. Elas argumentam que a manutenção do imposto por via da resolução carece de fundamentação legal e que isso compromete a competitividade do Brasil em relação a outros países produtores.
Além da Guiana e Suriname, outros países como Angola, Namíbia e a Venezuela estão se destacando na atração de investimentos estrangeiros no setor petrolífero, o que gera preocupação entre as empresas brasileiras sobre a manutenção de capital no país.
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