Redução das taxas reforça possibilidade de novos cortes na Selic no Brasil.

Os juros futuros no Brasil caíram nesta quinta-feira (30) por conta de informações de inflação menos preocupantes nos Estados Unidos, além de dados locais que apontam para a continuidade das reduções na Selic. Apesar do recuo, a curva a termo continuou inclinada, apresentando diminuições mais significativas nas taxas de curto prazo em comparação às longas.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu de 13,839% para 13,805%, refletindo uma mínima intradiária. O DI para janeiro de 2029 apresentou uma queda de 14,197% para 14,08%. Já o DI para janeiro de 2031 passou de 14,45% para 14,355%.
✨ Agentes do mercado atribuem esses movimentos a fatores internos e ao comportamento da curva dos Treasuries.
Com dados recentes sobre inflação e a atividade econômica, há uma percepção de que a Selic pode continuar a ser ajustada além do mês de agosto. Contudo, as taxas para vencimentos mais longos mostraram resistência à queda devido a preocupações sobre o cenário fiscal e a proximidade das eleições.
Um importante leilão de prefixados do Tesouro Nacional também desempenhou um papel crucial ao oferecer suporte às taxas. De acordo com a Warren Investimentos, o risco que se manifestou no mercado foi de US$ 357 mil, o que equivale ao menor valor desde 11 de junho, concentrado em títulos de curto prazo.
"O leilão foi pequeno em risco (DV01), bem abaixo da média do ano
No cenário internacional, um dos principais fatores de suporte foi a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos, que recuou 0,1% em junho comparado a maio e apresentou um aumento de 3,7% na comparação anual. O núcleo do PCE subiu apenas 0,1%, abaixo das expectativas que eram de 0,2%.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de julho, que registrou uma alta de 0,06%, favoreceu a expectativa de novos cortes na Selic. O Banco Bmg indicou que a curva a termo agora sinaliza 100% de probabilidade para um corte de 0,25 ponto percentual em agosto, com apostas divididas entre manutenção e novos cortes em setembro.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua revelou que a taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho, alinhando-se com as expectativas do mercado e apresentando um efeito neutro sobre a curva.
Adicionalmente, a leve desvalorização do petróleo, com queda de aproximadamente 1%, também ajudou a proporcionar alívio nos DIs.
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Jornalista especializado em Economia

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