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economia
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Juros futuros caem com dados de inflação nos EUA e expectativas da Selic

Redução das taxas reforça possibilidade de novos cortes na Selic no Brasil.

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 18:30
Juros futuros caem com dados de inflação nos EUA e expectativas da Selic

Os juros futuros no Brasil caíram nesta quinta-feira (30) por conta de informações de inflação menos preocupantes nos Estados Unidos, além de dados locais que apontam para a continuidade das reduções na Selic. Apesar do recuo, a curva a termo continuou inclinada, apresentando diminuições mais significativas nas taxas de curto prazo em comparação às longas.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu de 13,839% para 13,805%, refletindo uma mínima intradiária. O DI para janeiro de 2029 apresentou uma queda de 14,197% para 14,08%. Já o DI para janeiro de 2031 passou de 14,45% para 14,355%.

Agentes do mercado atribuem esses movimentos a fatores internos e ao comportamento da curva dos Treasuries.

Com dados recentes sobre inflação e a atividade econômica, há uma percepção de que a Selic pode continuar a ser ajustada além do mês de agosto. Contudo, as taxas para vencimentos mais longos mostraram resistência à queda devido a preocupações sobre o cenário fiscal e a proximidade das eleições.

Um importante leilão de prefixados do Tesouro Nacional também desempenhou um papel crucial ao oferecer suporte às taxas. De acordo com a Warren Investimentos, o risco que se manifestou no mercado foi de US$ 357 mil, o que equivale ao menor valor desde 11 de junho, concentrado em títulos de curto prazo.

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O leilão foi pequeno em risco (DV01), bem abaixo da média do ano

Luis Felipe Vital, estrategista-chefe da Warren.

No cenário internacional, um dos principais fatores de suporte foi a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos, que recuou 0,1% em junho comparado a maio e apresentou um aumento de 3,7% na comparação anual. O núcleo do PCE subiu apenas 0,1%, abaixo das expectativas que eram de 0,2%.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de julho, que registrou uma alta de 0,06%, favoreceu a expectativa de novos cortes na Selic. O Banco Bmg indicou que a curva a termo agora sinaliza 100% de probabilidade para um corte de 0,25 ponto percentual em agosto, com apostas divididas entre manutenção e novos cortes em setembro.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua revelou que a taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho, alinhando-se com as expectativas do mercado e apresentando um efeito neutro sobre a curva.

Adicionalmente, a leve desvalorização do petróleo, com queda de aproximadamente 1%, também ajudou a proporcionar alívio nos DIs.

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